Observo muito minhas próprias fotos e vejo como venho mudando ao longo dos anos e falo não só física como mentalmente.
Em termos de moda me lembro que apesar de sempre querer seguir tendências, sempre tive meu próprio estilo e nunca tive medo de ousar. Porém sempre tive algo com o qual tive que lidar nesse quadro da moda, esse algo esta diretamente ligado à uma parte do meu corpo. Esse algo é o meu querido e enrolado cabelo.
Esse fator será profundamente abordado no meu blog, pois acredito que o cabelo é parte da sua identidade já que esta posicionado sobre sua cabeça, realçando e complementando profundante a beleza do rosto. A aceitação dos seus cabelos, das suas raízes, das suas origens se refleti na sua aceitação pessoal. Não digo que se você mantém seu cabelo alisado você não tem personalidade ou não se aceita como é, (talvez sim). Pois o livre arbítrio te dá o direito de ser como quiser, porém você precisa parar para pensar ate quando é você quem esta tomando suas próprias decisões.
Eu nunca quis assumir meu próprio cabelo, primeiro porque eu lembrava vagamente como ele era e depois porque pensava como iria lidar com algo que não conheço. Sempre foi mais fácil ir ao salão uma vez por mês e alisar o cabelo.
Passei por várias fases desde alisamentos, escovas progressivas, formol à mega hair e perucas e parecia nunca estar satisfeita. Sempre tinha algo que me incomodava e no final, o que posso pensar é que simplesmente me incomodava não ser eu. Por que de que adianta você esta com o cabelo lindo alisado se não pode curtir a chuva? Se não pode curtir uma praia sem se preocupar com mil e um cuidados. Não que você não se preocupe com seu cabelo, sendo ele natural ou não, mas são muitos contras quando seu cabelo torna-se dependente de algo.
Outro exemplo é de quando usamos alongamento. Por mais lindas e esbeltas; por mais natural que seu alongamento pareça, se alguém fica olhando muito para seu cabelo você automaticamente acha que a pessoa percebeu que não é o seu cabelo. Mas o mais incômodo é não poder deixar seu parceiro acariciar sua cabeça. E logo eu que adoro um cafuné! E vários outros contras que são esquecidos por amor à vaidade feminina.
Mas quando decidi raspar meu cabelo acabei que me aderindo à alguns adereços antes de assumir completamente meu próprio cabelo. Muito acostumada com longos cabelos, o choque seria muito grande.
Usei primeiro perucas (bestlacewigs.com) .
Depois quando meu cabelo cresceu fui para alongamento de tela, o qual foi meu último processo até eu assumir meu próprio cabelo e começar a tratá-lo.
Hoje em dia uso meu próprio cabelo e sou muito mais feliz. Muito mais autêntica. Muito mais Eu.
Eu aproveitei cada fase da minha transformação, mas cuidar dos meus cabelos é muito mais satisfatório e se vê resultados o que motiva a seguir.
Espero que esse primeiro post ponha todos para pensar um pouco sobre sua liberdade de ser.
Seja como for seja você.
Quero dedicar esse post a minha irma Raianne Ramos que ontem aderiu aos cachos com a minha ajuda e pela minha insistência e à todas as mulheres que se libertaram e se libertarão da chapinha.
Termino hoje por aqui deixando alguns fotos com meu cabelo natural em algumas fases do seu crescimento.
Obrigada e não esqueçam de seguir.








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